SÁBADO (05/08) É O DIA D DE VACINAÇÃO CONTRA A RAIVA (01/08/2017)

A raiva é uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e fatal.

O vírus rábico pode infectar todos os mamíferos. Didaticamente podemos dividir a doença em ciclos de transmissão conforme os principais reservatórios da raiva encontrados no Brasil, a seguir:

  • ciclo aéreo, que envolve os morcegos hematófagos e não hematófagos;
  • ciclo rural, representado pelos animais de produção, como equinos e bovinos;
  • ciclo urbano, relacionado aos cães e gatos;
  • ciclo silvestre terrestre, que engloba os sagüis, cachorros do mato, raposas, guaxinim, macacos entre outros animais selvagens.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, persistindo durante toda a evolução da doença. A morte do animal acontece, em média, entre 5 a 7 dias após a apresentação dos sintomas.

Em relação aos animais silvestres, há poucos estudos sobre o período de transmissibilidade, que pode variar de acordo com a espécie. Por exemplo, especificamente os morcegos podem abrigar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente. 

A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura e lambedura de mucosas.

Animais infectados pelo vírus da raiva podem apresentar diversas formas clínicas da doença. A raiva furiosa é a forma mais comum em cães e gatos e caracteriza-se por alterações de comportamento e agressividade. Entre bovinos e eqüinos, a forma clínica mais comum é a raiva paralítica. No entanto, no mesmo animal podem ocorrer as duas formas clínicas. Uma salivação excessiva por conta do impedimento do animal deglutir – que é causado pela paralisação dos músculos na região do esôfago e da laringe.

Já nos seres humanos, os sintomas são característicos e duram de 2 a 4 dias: transformação de caráter, inquietude, perturbação do sono, sonhos tenebrosos, alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da mordedura. Posteriormente, instala-se um quadro de alucinações, acompanhado de febre e crises convulsivas periódicas.

E os morcegos vampiros? Existe circulação do vírus e o risco de transmissão apenas por estas espécies de morcego?

NÃO. O vírus da raiva pode ser encontrado em qualquer morcego, e não apenas naquelas espécies que se alimentam de sangue. Morcegos são animais comuns em áreas urbanas. Segundo o Ministério da Saúde, desde 2004, os morcegos são os principais agentes na disseminação do vírus da raiva no Brasil. Diante desse cenário,existe o Monitoramento de Morcegos, com o objetivo de estudar a circulação do vírus da raiva nos quirópteros. O monitoramento é realizado através de amostras de morcegos encontrados em situações não habituais (caídos no chão, dentro de casa, etc.) mortos ou vivos. Por isso, caso um morador do município de Sooretama encontre um morcego de dia, vivo ou morto, em situações não habituais, recomendamos que procurem a Vigilância Ambiental do município.  

Como prevenir?

A única maneira de prevenir e interromper a circulação do vírus é a vacinação!

Em relação aos cães e gatos, anualmente temos o Dia D DA CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A RAIVA nacional, e este ano ela será realizada no próximo dia 05/08/2017. É fundamental que você leve seu cão e gato para vacinar, pois os vacinando, além de protegê-los você estará protegendo também toda a sua família!!!

Vale lembrar que este ano, por determinação da secretária de saúde do Estado, de forma alguma as doses serão liberadas para os proprietários levarem para vacinar seu animal em casa, pois sem o armazenamento adequado e sem a aplicação em tempo hábil, a vacina perderá o seu efeito.

Em humanos, a imunidade é conferida por meio de vacinação, acompanhada ou não por soro; dessa maneira, pessoas que se expuseram a animais suspeitos de raiva devem receber o esquema profilático, assim como indivíduos que, em função de suas profissões, se mantêm constantemente expostos.  

Vale ressaltar que além da imunização, a observação dos cães e gatos agressores é fundamental, pois com base no animal podemos organizar o esquema profilático da pessoa agredida.

Desta forma, todas aquelas pessoas mordidas, arranhados ou que receberam lambedura em mucosa devem procurar a unidade de saúde o mais rápido possível e deve saber de quem é o animal e pegar os dados e endereço do proprietário do mesmo.

Se o animal agressor morrer, a vigilância epidemiologia (NAPS) e Ambiental (ao lado do colégio João Neves) precisam ser informadas imediatamente para coleta de material